O blogue esteve um pouco parado... outras portas se abriram, outras se fecharam e foi preciso um telefonema e uma mensagem de correio eletrónico para retomarmos estas escritas...
O que acontece com uma nova rubrica: Como se escreve?
Inspirado na pesquisa de informação sobre dúvidas de português que todos temos, vão ser colocados aqui alguns esclarecimentos para podermos escrever cada vez melhor seja no nosso caderno diário, nas mensagens de telemóvel, no facebook ou em qualquer outro sítio, pois o objetivo é valorizar o Português!
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Fado, património imaterial da humanidade
Fado, que significa “destino”, é o
género musical que evoca o espírito português geralmente composto por uma
pessoa (fadista) e acompanhado por uma guitarra portuguesa, essencialmente
caracterizado por letras dolentes e melancólicas leva-nos a descrevê-lo como
uma espécie de lamento.
Origem
Nascido nos contextos populares da
Lisboa oitocentista, o Fado manifestava-se de forma espontânea e muitas vezes
encontrava-se presente em momentos de lazer. Daí a origem do fado do marinheiro
que era o único conhecido na época que levou ao surgimento de fadistas que se
destacavam com os seus trajes e atitudes.
“Fado do marinheiro
Perdido lá no mar alto
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo
A fome a todos matava.
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo
A fome a todos matava.
Deitaram a todos as sortes
A ver qual d'eles havia
Ser pelos outros matado
P´ró jantar daquele dia
A ver qual d'eles havia
Ser pelos outros matado
P´ró jantar daquele dia
Caiu a sorte maldita
No melhor moço que havia;
Ai como o triste chorava
Rezando à Virgem Maria.
No melhor moço que havia;
Ai como o triste chorava
Rezando à Virgem Maria.
Mas de
repente o gageiro,
Vendo terra pela prôa,
Grita alegre pela gávea:
Terras, terras de Lisboa.”
Vendo terra pela prôa,
Grita alegre pela gávea:
Terras, terras de Lisboa.”
Devido a teorias diversas, não há
provas exatas da sua origem. Uns acreditam que a sua origem remete para o
cântico dos Mouros após a conquista de Cristã, outros defendem que provém de
ritmos afro-brasileiros.
O Fado e os
meios de comunicação
O Fado aperfeiçoa-se com a
estabilização formal da forma poética da “décima” e fica reconhecido a partir
da década de 30 para o público através do teatro e da rádio, permitindo a
vários artistas divulgarem o seu talento. Em consequência, surgem as Casas de
Fado e com elas o lançamento do artista de fado profissional. Para se poder cantar
nestas Casas era necessário ter carteira profissional e um repertório visado
pela Comissão de Censura, bem como um estilo próprio e boa aparência.
A principal temática do Fado é o
amor, principalmente não correspondido, mas existem muitos fados dedicados a
outros temas. Os fadistas costumam envergar um traje negro e cantar diante da
audiência com os músicos por detrás. Quando os fadistas cantam, a sala escurece
e faz-se silêncio.
O Fado Vadio
Há também um outro lado do fado que
não o dos espetáculos profissionais, na maioria organizados por restaurantes
dedicados ao fado. O Fado vadio é um termo usado para descrever um fado cantado
mais para exprimir emoções do que para fins comerciais. Na maioria é cantado
por amadores, mas também pode-se escutar um profissional a cantar nas suas
horas vagas. A primeira cantadeira de fado de que se tem conhecimento foi Maria
Severa Onofriana, que cantava e tocava guitarra nas ruas da Mouraria.
Maria
Severa Onofriana
Não se tratava de uma competição nem karaoke, mas sim de um desejo sincero de evocar, exprimir e partilhar emoções. As tascas e os bares de Alfama são onde é mais provável escutar-se o fado vadio.
Fado: património imaterial da humanidade
No dia 27 de Novembro de 2011, o
Fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade graças a candidatura de
24 delegados da UNESCO. Isto é um grande passo para Portugal e contribui
essencialmente para que a música tradicional portuguesa, particularmente o Fado,
possa ser promovido a nível mundial. Grandes nomes, como o de Amália Rodrigues
ou Carlos do Carmo, foram referidos, foram feitos tributos por vários artistas.
"O património cultural
imaterial, transmitido de geração em geração, é permanentemente recriado pelas
comunidades e grupos em função do seu meio, da sua interacção com a natureza e
a sua história, proporcionando-lhes um sentimento de identidade e de
continuidade, contribuindo assim para promover o respeito pela diversidade
cultural e a criatividade humana."
Convenção para a Salvaguarda do
Património Imaterial da Humanidade, UNESCO, 2003 (Artº 2, alínea 1)
Fontes/Webgrafia:
quinta-feira, 2 de junho de 2011
PeM - O Infante de Fernando Pessoa por Dulce Pontes
Eu escolhi este poema de Fernando Pessoa (Mensagem) porque fala da história de Portugal e das suas conquistas, ganhando novo alento na voz arrebatadora de Dulce Pontes, que o publicou pela primeira vez no álbum Caminhos, em 1996.
Transmite-me sentimentos de força, de coragem e determinação.
Ensina-me que devemos sonhar e que nunca devemos desistir de alcançar os nossos objetivos.
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