Aviso

Avisamos os nossos caros leitores que este blogue está a seguir as novas regras do acordo ortográfico.

terça-feira, 19 de julho de 2011

PeM, Igual-Desigual, Carlos Drummond de Andrade

  
Igual-desigual
Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.

domingo, 3 de julho de 2011

PeM - Uma avestruz de capuz, José Jorge Letria

Uma avestruz de capuz

Aterrou uma avestruz
no aeroporto de Ormuz
disfarçado de artista,
óculos escuros e capuz,
cantando um canto andaluz
que aprendeu em Queluz.
O misterioso avestruz
tropeçou e catrapuz,
exclamando «ai Jesus!»,
fazendo o sinal da cruz,
como quem torce
para ver ganhar
o Benfica no Estádio da Luz.


José Jorge Letria, in Alicate, Bonifrate e versos com remate

Eu escolhi este poema devido ao facto de o poeta 
fazer o retrato de uma coisa impossível para uma avestruz, que é voar.
O poema transmite-me uma sensação de alegria.
O poema fala da história de uma avestruz, que, ao chegar ao aeroporto, sofre imensas casualidades.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

PeM - Poema de Amor, Fernando Pessoa

Fernando Pessoa por Almada Negreiros

Poema de amor

Amo como o amor ama.
Não sei razão p'ra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?

Escolhi este poema porque tem a ver comigo, com a minha maneira de ser e porque valorizo o amor.
No poema, o sujeito poético quer expressar-se, dizer o que pensa e sente, mas há algo mais forte que parece impedi-lo.

Quando leio o poema, sinto que o amor é um sentimento a que é preciso dar valor. Uma palavra pequena e bonita, que por vezes causa desilusões. Mesmo assim, é algo que devo partilhar…

Aprendi que, sempre que se gosta de algo ou de alguém, deve-se ser direta e expressar o que se sente sem qualquer receio.


domingo, 5 de junho de 2011

PeM - Quero mais, Djodje


Gosto da letra desta música porque me faz lembrar coisas boas de que eu gosto e faz-me sentir bem.
O autor fala da miúda de que gosta e por ela expressa o que ele sente.

Esta canção transmite-me paz e amor e ensina-me a procurar estar de forma pacífica, sem problemas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PeM - O Infante de Fernando Pessoa por Dulce Pontes


Eu escolhi este poema de Fernando Pessoa (Mensagem) porque fala da história de Portugal e das suas conquistas, ganhando novo alento na voz arrebatadora de Dulce Pontes, que o publicou pela primeira vez no álbum Caminhos, em 1996. 

Transmite-me sentimentos de força, de coragem e determinação.
Ensina-me que devemos sonhar e que nunca devemos desistir de alcançar os nossos objetivos.